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Por que tendemos a escolher perfumes parecidos com os que nossos pais usavam?

1 min de leitura Perfume
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Por que tendemos a escolher perfumes parecidos com os que nossos pais usavam?


Você entra numa perfumaria sem nenhuma intenção definida. Cheira três, cinco, sete frascos. Descarta a maioria com um gesto quase automático do pulso. E então, no oitavo borrifo, alguma coisa acontece. Seus ombros descem. Seu peito respira fundo sozinho. Você fecha os olhos por um segundo e, sem saber direito por quê, pensa: é esse.

Você não sabe ainda, mas acaba de escolher um perfume parecido com o que seu pai usava na sua infância. Ou com o que sua mãe passava antes de sair para o trabalho. Ou com aquela colônia que vivia no banheiro da casa da sua avó.

E você jura que escolheu sozinho.

A questão é: você escolheu mesmo?

A cena que ninguém te contou

Existe uma pesquisa silenciosa rodando há décadas dentro de laboratórios de neurociência. Pesquisadores colocam pessoas em frente a tiras de papel impregnadas com diferentes moléculas e pedem que avaliem o quão agradáveis elas são. Os resultados batem em todos os continentes, em todas as faixas etárias, em todas as culturas testadas. As pessoas tendem a preferir os cheiros que cercaram sua primeira década de vida.

Não importa se aquele cheiro objetivamente é considerado "bonito" ou "feio" pela indústria da perfumaria. Não importa se está em alta ou se ficou datado. Para quem cresceu cercado por ele, aquele cheiro é, simplesmente, certo.

E aqui começa um mistério que vai te acompanhar pelo resto deste texto: por que, entre todos os sentidos, o olfato é o único que se comporta dessa maneira?

Por que ninguém escolhe um sofá pelo formato do sofá da casa da mãe? Por que ninguém compra um carro porque a buzina lembra a do carro do pai? Mas com perfume é diferente. Com perfume, a herança opera no escuro, sem pedir licença, sem nos avisar.

Vamos descobrir como isso acontece. E, mais importante, vamos descobrir o que fazer com essa informação.

O atalho que o cheiro toma no cérebro

Todos os outros sentidos passam por uma espécie de sala de espera antes de chegar à parte do cérebro que processa emoção e memória. A visão, a audição, o tato, o paladar: todos fazem uma escala obrigatória num posto de controle chamado tálamo. É lá que a informação é filtrada, categorizada, traduzida em linguagem antes de continuar a viagem.

O olfato não passa por essa escala.

Quando você cheira alguma coisa, as moléculas atravessam o teto da sua narina e tocam diretamente o bulbo olfatório, que está colado, quase costurado, ao sistema límbico. O sistema límbico é onde moram suas emoções mais antigas, seus medos primitivos, e, principalmente, sua memória de longo prazo. A amígdala e o hipocampo ficam ali, lado a lado.

Resultado prático: o cheiro chega à memória antes mesmo que você consiga nomear o que está cheirando. Você sente primeiro. Pensa depois.

É por isso que a memória olfativa é tão estranha. Você pode esquecer o nome de um colega de escola, mas se passar perto de alguém usando o mesmo desodorante que ele usava em 1998, você vai sentir, antes de entender, um arrepio inexplicável. A informação sensorial chegou. A nomeação, não.

E agora a peça que faltava: o sistema límbico está praticamente formado na infância. As redes neurais que vão decidir, pelo resto da sua vida, o que é "cheiro bom" e "cheiro ruim" se cristalizam nos primeiros oito a dez anos de idade. Depois disso, elas continuam aprendendo, claro. Mas com muito mais resistência. Com muito mais filtros.

O que entrou na sua infância entrou para ficar.

Por que mamãe cheirava daquele jeito

Pense por um segundo na sua mãe, ou na figura materna que você teve. Provavelmente existe um cheiro associado a ela na sua cabeça agora. Pode ser perfume. Pode ser sabonete. Pode ser o creme de mãos que ela passava antes de dormir. Pode ser uma mistura impossível de descrever, que só faz sentido quando você sente.

Esse cheiro, para você, é o cheiro de segurança.

E aqui não é metáfora poética. É neurobiologia. Quando você era bebê, o cheiro da pessoa que cuidava de você foi associado, repetidamente, a três coisas: comida, calor e proteção. Toda vez que esse cheiro aparecia, alguma necessidade básica era atendida. Seu cérebro fez essa conta sem te perguntar nada: este cheiro = vivo, alimentado, em paz.

A pesquisadora Rachel Herz, da Universidade Brown, passou décadas estudando isso e chegou a uma conclusão que parece simples mas é radical: não existe cheiro bom ou ruim por si só. O que existe é cheiro associado a memórias boas ou ruins. Um aroma de canela é maravilhoso para quem cresceu em uma casa onde se faziam doces no Natal. O mesmo aroma de canela pode ser insuportável para alguém que passou mal de canela na infância.

A primeira experiência marca a categoria.

E os perfumes que seus pais usavam? Eles passaram por esse filtro mil, dez mil vezes ao longo da sua infância. Cada abraço, cada beijo de boa-noite, cada vez que você correu chorando até o colo deles, esse cheiro estava lá. Marcando presença. Construindo, sem você perceber, uma definição emocional do que é "cheiro confiável".

Quando você cresce e entra numa perfumaria, seu nariz não está procurando "um perfume novo". Seu nariz está procurando, silenciosamente, o cheiro de casa.

A pegadinha da escolha "moderna"

Aqui é onde a história fica realmente interessante. Porque você pode pensar: "tá, mas meu pai usava aquela colônia barata dos anos 90, e eu uso uma fragrância contemporânea, sofisticada, completamente diferente". E você está convencido de que rompeu com a tradição.

Provavelmente não rompeu.

A perfumaria moderna trabalha com famílias olfativas. São como sotaques. Uma fragrância pode ser amadeirada, oriental, cítrica, fougère, chipre, gourmand. Dentro de cada família, existem centenas de variações, milhares de combinações possíveis. Mas a estrutura básica, o esqueleto da composição, segue padrões reconhecíveis.

Agora pegue o perfume do seu pai dos anos 80 ou 90. Vai descobrir que muitos deles eram fougères aromáticos ou amadeirados com toques de couro, especiarias e baunilha. Aquela base que dá uma sensação de calor seco, de pele aquecida, de algo profundo e contido.

Agora pegue o perfume que você usa hoje. Se você é homem e gosta dele de verdade, gosta a ponto de comprar de novo quando acaba, há uma chance enorme de que ele tenha exatamente essa mesma base. A apresentação muda. O frasco é mais bonito. O nome é mais provocativo. Mas o coração da fragrância, aquela coisa que faz você se sentir bem ao usar, segue a gramática olfativa que entrou na sua cabeça aos sete anos.

Olhe, por exemplo, para o que acontece com fragrâncias da família âmbar amadeirado com toque de couro. O Rabanne 1 Million Eau de Toilette 100 ml carrega rosa, canela, couro e âmbar na sua composição. Esses ingredientes, exatamente esses, atravessaram a perfumaria masculina por décadas. A canela apareceu nos perfumes que seu avô usava no Natal. O couro estava no after-shave do seu tio. O âmbar era a base quente de quase tudo que homens consideravam "perfume sério" no século XX. O frasco em formato de barra de ouro é novo. A linguagem olfativa, no fundo, é antiga.

E é exatamente por isso que ele funciona.

O mesmo movimento acontece com as filhas

Mulheres seguem o mesmo padrão, com nuances diferentes. A relação olfativa com a mãe costuma ser mais complexa, porque envolve não só o perfume que ela usava, mas também o cheiro do creme dela, do hidratante, do sabonete, do xampu. É uma constelação inteira de aromas.

Mas se você prestar atenção nos perfumes que mulheres escolhem ao longo da vida, vai notar algo curioso: independente da idade, das tendências, das modas, certas notas continuam reaparecendo. Flor de laranjeira. Jasmim. Patchouli. Mel. Âmbar. Baunilha.

Essas notas formam o que os perfumistas chamam de "florais clássicos" ou "florais ambarados". E elas dominaram a perfumaria feminina pelo menos desde os anos 50. Sua mãe, sua avó, sua tia mais elegante: todas tiveram, em algum momento, um perfume com pelo menos duas dessas notas.

Quando você, hoje, se aproxima de um frasco e sente que aquele cheiro tem algo "familiar", "aconchegante", "que combina com você", o que está acontecendo é uma identificação inconsciente. Seu cérebro reconhece o padrão. A nota de flor de laranjeira ativa uma rede de associações que foi construída na sua infância, mesmo que você nunca tenha pensado conscientemente sobre flor de laranjeira na vida.

Não é coincidência que perfumes femininos icônicos da década atual, como aqueles que misturam flor de laranjeira, patchouli, mel e âmbar, vendam tanto. Eles estão tocando uma corda que já estava esticada antes mesmo de você nascer.

Mas espera. E quem odeia o perfume da mãe?

Boa pergunta. Porque existem pessoas que crescem detestando o cheiro dos pais. Que entram num elevador, sentem aquela colônia familiar e ficam com nó na garganta. Que evitam ativamente qualquer perfume parecido com o que a mãe usava.

Isso não contradiz a teoria. Confirma.

Lembra que o cheiro fica colado à emoção que estava acontecendo quando ele foi registrado? Para a maioria das pessoas, a infância foi um período de relativa segurança, e os cheiros parentais ficaram associados a sensações agradáveis. Mas para quem teve uma infância difícil, conflituosa, marcada por brigas, abandono ou abuso, o mesmo perfume pode ter ficado colado a memórias dolorosas.

O cérebro não esquece. Só inverte o sinal.

E isso explica também por que algumas pessoas só conseguem descobrir o próprio "estilo olfativo" depois de fazer terapia, depois de se reconciliar com a família de origem, depois de morar longe de casa por muitos anos. O cheiro herdado é tão potente que precisa ser, primeiro, examinado. Depois, recolocado.

Para muita gente, escolher um perfume diferente do dos pais é um ato político interno. Uma forma de dizer: eu sou outra pessoa agora. E isso é tão válido quanto a escolha contrária. Em ambos os casos, a origem familiar está, sim, decidindo. Ou por aproximação, ou por reação.

A genética também tem dedo nisso

Aqui entra uma camada que pouca gente conhece. Existe um conjunto de genes chamado MHC (complexo principal de histocompatibilidade) que tem uma função imunológica importantíssima no nosso corpo. E que, surpreendentemente, também influencia a forma como percebemos e produzimos cheiro corporal.

Filhos compartilham boa parte dos genes MHC dos pais. O que significa que o seu próprio cheiro de pele, aquela coisa única que cada corpo exala, tem semelhanças bioquímicas com o cheiro de pele do seu pai e da sua mãe.

Quando você passa um perfume, ele não fica do mesmo jeito que ficou no frasco. Ele se mistura com o seu cheiro de pele e produz uma assinatura olfativa única. Mas se a sua pele tem semelhança bioquímica com a pele do seu pai, perfumes que ficavam bem nele tendem, estatisticamente, a ficar bem em você também.

A herança não é só psicológica. É química, no sentido mais literal do termo.

Por isso muita gente experimenta o perfume do pai e percebe que ele "encaixa" como se fosse seu. Porque, em termos moleculares, encaixa mesmo. Sua pele é uma continuação biológica da pele dele.

A descoberta que costuma assustar as pessoas

Tem um momento na vida adulta, especialmente para quem mora longe da família, em que você sente saudade. Saudade física, daquelas que doem na garganta. E você não consegue voltar para casa. Pode ser distância geográfica. Pode ser que os pais já tenham partido.

Nesse momento, muita gente faz uma coisa que parece banal mas é profundamente significativa: vai até a perfumaria mais próxima e procura, sem saber direito o que está procurando, alguma coisa que cheire como casa.

E quando encontra, costuma chorar.

Eu já vi isso acontecer. Você provavelmente também já viu, ou viveu. É um dos rituais não-ditos da vida adulta: usar a perfumaria como portal de volta. Como se o cheiro fosse uma máquina do tempo silenciosa que ninguém te ensinou a operar, mas que você descobre sozinho, na hora certa.

E aqui está uma coisa bonita: você não precisa do mesmo perfume exato que seus pais usavam. Você só precisa de uma fragrância que toque as mesmas notas, que percorra os mesmos caminhos neurais. O cérebro completa o resto.

É por isso que uma fragrância contemporânea, com construção moderna, mas que respeita a estrutura olfativa clássica, consegue produzir o mesmo efeito de aconchego. O Rabanne Phantom Eau de Toilette 100 ml é um exemplo interessante: tem baunilha amadeirada na base, lavanda cremosa no coração. A baunilha e a lavanda são, há séculos, duas das notas mais associadas a memórias afetivas na perfumaria. Não é à toa que tantos pais e mães passavam alguma versão dessas notas na pele. Quando você sente esse acorde, mesmo numa apresentação futurista, alguma parte antiga da sua cabeça murmura: ah. Conheço isso.

O que fazer com tudo isso

Agora vem a parte prática. Porque saber que seu nariz é herdado pode ser libertador, mas também pode ser paralisante. Você está condenado a usar versões do perfume da sua mãe pelo resto da vida? Não.

Existe uma diferença entre reconhecer a herança e ser refém dela.

Saber que sua preferência olfativa veio da infância te dá uma vantagem enorme: você pode escolher conscientemente o que fazer com isso. Algumas pessoas decidem honrar a herança e procuram fragrâncias que dialogam com aquele universo familiar. Outras decidem fazer um movimento de afastamento, experimentando notas que nunca circularam pela casa em que cresceram, justamente para construir um território olfativo próprio.

As duas escolhas são legítimas. As duas são, no fundo, conversas com o passado.

A técnica que tem ganhado força nos últimos anos, chamada de layering, oferece um caminho do meio interessante. Layering é a prática de combinar duas ou mais fragrâncias na pele, criando uma assinatura olfativa personalizada que ninguém mais no mundo terá exatamente igual.

Você pode, por exemplo, usar um perfume cuja base remete a alguma coisa da sua infância e sobrepor outra fragrância completamente nova, mais moderna ou mais ousada. O resultado é uma camada de continuidade com sua história e uma camada de presente, de quem você é agora. Os dois convivem na sua pele.

Para mulheres, uma combinação possível é misturar uma fragrância floral-âmbar mais clássica com algo mais frutado e contemporâneo. Para homens, um amadeirado clássico pode ser cruzado com algo aromático mais fresco. As possibilidades são infinitas, e essa é justamente a graça.

Para o layering funcionar bem, a regra básica é: aplicar primeiro o perfume mais encorpado, na pele, e depois o mais leve, por cima. A pele aquece a fragrância mais densa, que serve de base, enquanto a mais leve flutua nas notas de topo. Borrife em dois pontos diferentes do pescoço, deixe secar dez segundos entre uma camada e outra, e não esfregue. O esfregar quebra a estrutura das notas.

A pele que continua a história

Outra forma de honrar essa herança sem repeti-la cegamente é prestar atenção em quais ingredientes da paleta dos seus pais fazem mais sentido para você hoje. A canela do perfume do pai pode reaparecer na sua vida adulta de um jeito completamente diferente. A flor de laranjeira da mãe pode ressurgir num registro mais leve, mais solar.

Olhe para o Rabanne Lady Million Eau de Parfum 80 ml, por exemplo. Ele tem flor de laranjeira, jasmim, patchouli, mel e âmbar. Essa exata combinação atravessou décadas da perfumaria feminina antes dele existir. O frasco moderno, em formato de diamante, conta uma história nova. As moléculas dentro do frasco contam uma história muito mais antiga. As duas coexistem.

E aqui acontece uma coisa que vale a pena observar com calma: ao usar uma fragrância assim, você não está apenas "comprando um perfume". Você está dando continuidade a uma linhagem olfativa que provavelmente passou pela sua avó, pela sua mãe, pelas mulheres da sua família, ainda que nenhuma delas tenha usado esse perfume específico. A estrutura é a mesma. A música é a mesma. Só o intérprete mudou.

Isso é uma forma silenciosa, íntima, de pertencimento. Você não precisa anunciar para ninguém. O cheiro faz isso por você.

A última conversa com o passado

Tem uma cena que se repete em famílias mundo afora. Alguém morre, e os filhos, em algum momento, vão até o armário do quarto, abrem a gaveta da mesinha de cabeceira e encontram o frasco de perfume. Quase vazio. Com aquela pequena porção dourada no fundo que ninguém teve coragem de terminar.

Os filhos abrem o frasco. Cheiram.

E aquele cheiro, que esteve presente em milhares de momentos sem que ninguém prestasse atenção, de repente é a coisa mais importante do mundo. Concentra toda uma vida em três notas de topo, três notas de coração, três notas de fundo. É a presença mais física que sobrou.

Muitas pessoas guardam esse frasco por anos. Algumas usam quando precisam de coragem. Outras só abrem em datas específicas. Outras compram um perfume parecido para si mesmas, para continuar tendo aquela presença disponível na vida cotidiana.

E é nesse gesto, talvez, que se entende por que perfume não é supérfluo. Por que escolher uma fragrância é, em algum nível profundo, uma forma de decidir que tipo de presença queremos ser. Para nós mesmos. Para quem encosta em nós. E, eventualmente, para quem vai abrir nosso frasco daqui a muitos anos.

A escolha que já estava sendo feita

Você se lembra do começo deste texto? Daquele momento na perfumaria em que você encontra a fragrância que faz seus ombros descerem?

Agora você sabe o que aconteceu. Seu cérebro reconheceu uma estrutura olfativa que entrou na sua cabeça muito antes de você ter palavras para descrever cheiro. A escolha que pareceu instantânea foi, na verdade, o desfecho de uma conversa que começou na sua infância e seguiu rodando, em silêncio, todos esses anos.

Isso não diminui a escolha. Aumenta.

Porque agora, da próxima vez que você entrar numa perfumaria, você pode prestar atenção em quais notas estão te chamando, e perguntar honestamente: de onde vem isso? Do meu pai? Da minha mãe? Da minha avó que morreu antes de eu nascer? De alguém que cuidou de mim em algum momento esquecido?

E talvez, com essa pergunta na cabeça, sua próxima escolha seja ainda mais sua. Porque não vai ser só uma reação automática a alguma coisa que ficou guardada. Vai ser uma decisão consciente de continuar uma linhagem, ou de iniciar uma nova, ou de combinar as duas coisas numa só pele.

O cheiro herdado não é uma prisão. É uma matéria-prima. O que você faz com ela é o que define a sua história olfativa daqui para frente.

E ela está sendo escrita agora, em todos os frascos que você abre, em todas as escolhas que parecem aleatórias. Não são. Nunca foram.

Você só não sabia disso antes.

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